BYOD

BYOD: o que é e quais riscos pode trazer para as empresas?

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BYOD, ou Bring Your Own Device (do inglês, traga seu próprio dispositivo) é uma política que vem se alastrando pelas empresas e ganhando popularidade, conforme os dispositivos que usamos para o trabalho se equiparam àqueles que temos em casa. Trata-se da tendência de utilizarmos nossos próprios dispositivos para trabalhar e nos conectarmos às redes da empresa.

Por si só, BYOD traz um risco aumentado para a segurança da informação nas organizações. Afinal, os dispositivos trazidos pelos colaboradores nem sempre são avaliados pelo departamento de TI ou seguem os mesmos padrões de segurança da empresa. Isso pode gerar problemas em longo prazo, como o vazamento de dados ou até a invasão das redes.

Ainda assim, BYOD é uma política da qual não podemos fugir. Neste artigo, você vai entender por que, quais as suas vantagens e como contornar os principais riscos de segurando do Bring Your Own Device. Continue a leitura para aprender!

Como funciona o Bring Your Own Device?

Como o próprio nome já diz, BYOD quer dizer trazer de casa dispositivos — como tablets, computadores e smartphones — para as redes corporativas. Esses dispositivos podem estar na empresa para ser utilizados como ferramentas de trabalho ou apenas porque fazem parte do dia a dia do colaborador.

Naturalmente, é comum que eles sejam conectados aos hotspots das empresas, e é aí que começa o desafio. Se essas conexões não são seguras, do ponto de vista do dispositivo do usuário, a empresa pode estar abrindo brechas para invasões, malware ou spyware. Por isso, é preciso implementar, o quanto antes, uma política de dispositivos externos.

Ela vai determinar que dispositivos podem ser trazidos para a empresa, quais configurações de segurança eles devem ter e como devem ser conectados às redes do negócio. Somente com uma política de segurança firme as empresas podem se beneficiar, de fato, do BYOD.

Quais as vantagens do BYOD?

Agora que você já sabe o que é BYOD, vamos dar uma olhada nos motivos pelos quais as empresas implementam esse tipo de política. Veja algumas das vantagens de levar o próprio dispositivo para o trabalho!

Aumento da produtividade

Um dos indicadores mais importantes em uma empresa — o de produtividade — é também um dos mais impactados pela política de BYOD. Segundo pesquisa publicada pelo Forcepoint, colaboradores podem ser até 16% mais produtivos utilizando os próprios dispositivos com que já estão familiarizados.

Os motivos para isso são muitos. A segurança na utilização dos sistemas operacionais e de suas funcionalidades, por exemplo, traz uma vantagem competitiva para esses dispositivos em relação àqueles que são oferecidos no trabalho. Isso, é claro, impacta o quanto os colaboradores conseguem fazer em determinado intervalo de tempo.

Satisfação do colaborador

Outro ponto importante quando falamos em utilizar os próprios dispositivos é a satisfação do colaborador. Com o suporte a jornadas de trabalho — e meios de se trabalhar — mais flexíveis, as empresas conseguem oferecer um ambiente mais amigável e se beneficiam de maior satisfação entre os seus empregados.

Menores gastos em hardware

Há ainda um ponto importante: quando as empresas permitem que os funcionários levem os próprios dispositivos, no geral, elas estão se beneficiando também de tecnologia mais recente e por custo zero. Afinal, aqueles colaboradores que são fãs de tecnologia costumam ter sempre os melhores dispositivos disponíveis no mercado.

A sua TI não precisou de investir um centavo sequer neles: nem na compra, nem na manutenção, nem na substituição do dispositivo por possível mau uso ou desgaste natural.

Quais os riscos de segurança do BYOD?

Como você pode ver, as vantagens do Bring Your Own Device são bastante claras. Mas e as desvantagens? Quais são os riscos reais que esses dispositivos apresentam ao ser conectados nas redes de trabalho? É isso que veremos a seguir.

Falta de segurança nos dispositivos

O primeiro e maior risco do BYOD é a falta de segurança inerente desses dispositivos. Se na sua empresa existem antivírus e firewalls, além de outros esforços para garantir que os equipamentos utilizados não sejam um risco para a proteção de dados, com os dispositivos caseiros, é impossível garantir o mesmo. Por causa disso, eles trazem vulnerabilidade para as redes do negócio.

Aumento dos custos de TI

Outro ponto importante é que, mesmo que oficialmente a sua empresa não esteja dando suporte para os dispositivos de colaboradores, eventualmente, alguma falha ocorrerá que precisará da ajuda do departamento de TI. Com isso, o seu negócio gasta para tornar utilizável um dispositivo que não o pertence e acaba custeando pelo menos parte da manutenção do dispositivo trazido para o ambiente de trabalho.

Roubo de dados

Há ainda uma preocupação com roubo de dados. Afinal, os dispositivos dos colaboradores não estão sob o seu controle o tempo inteiro. Isso quer dizer que colocar informações empresariais de alta confidencialidade neles é um erro.

Imagine o seguinte: a sua empresa está prestes a lançar um produto inovador. A política de BYOD permite que os colaboradores trabalhem nesse produto com os próprios dispositivos. Mas, durante uma viagem de férias, o profissional perde o tablet em que estava armazenando os dados. O que fazer?

Esse é apenas um dos cenários em que uma empresa tem muito a perder com o BYOD. Por isso, a estratégia deve ser considerada com cautela.

Como criar uma política de segurança para dispositivos externos?

Depois de ponderar os prós e os contras, a sua empresa pode determinar se é a favor ou não de uma política de BYOD. Se a resposta for positiva para os dispositivos trazidos por colaboradores, porém, ela precisará de uma política clara para proteger as próprias informações.

Nos tópicos a seguir, condensamos o que deve ser feito para uma política de BYOD efetiva.

Passo 1: defina uma política de senhas

Senhas seguras vão fazer toda a diferença no sucesso da sua política de BYOD, pois permitirão que você controle os acessos às redes corporativas. Por isso, defina uma política de senhas e garanta que os seus colaboradores as renovem de tempos em tempos para aumentar a proteção das informações armazenadas no dispositivo externo.

Passo 2: crie uma política de privacidade

Os dados da empresa pertencem a ela, mas nem sempre isso fica claro para os colaboradores. Crie e compartilhe uma política de privacidade que mostre as punições cabíveis pelo vazamento de dados.

Passo 3: limite o uso pessoal

Mesmo que os dispositivos pertençam ao colaborador, eles devem ter uso limitado no ambiente de trabalho. Crie uma política que evita a utilização de alguns recursos, como ligações e videochamadas, para ajudar a proteger as informações da empresa quando os dispositivos estiverem na mesma rede.

Passo 4: crie uma política para demissões

Quando o seu funcionário é demitido, o que acontece com os dados que estão em seus dispositivos? É preciso criar normas para deletar essas informações, mesmo de backups, e não deixá-las cair em mãos duvidosas. 

O BYOD é uma tendência que deve ser olhada com cautela pelas empresas. Embora ela tenha o potencial de aumentar a produtividade e trazer novas tecnologias para dentro do negócio, essa política também traz consigo alguns riscos. É preciso analisar se, no todo, ela beneficia o negócio e tomar os passos necessários para que não se torne um risco de segurança.

Gostou de conhecer melhor o BYOD? Então, compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

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