WCAG 2.0

O que é WCAG 2.0 e como se adequar aos seus princípios?

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WCAG 2.0: o que significa essa sigla? WCAG, ou Web Content Acessibility Guidelines, pode ser traduzido ao português como Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web, e diz respeito a uma série de recomendações de acessibilidade publicadas pela W3C.

Neste documento, a W3C cobre todas as estratégias que devem ser seguidas para tornar o conteúdo da web mais acessível.

Ao longo do artigo, vamos conhecer as principais delas e como colocá-las em prática. Confira!

O que é WCAG 2.0?

O WCAG 2.0 é a segunda versão do documento de acessibilidade lançado pelo W3C, o Consórcio World Wide Web. A primeira, publicada em 1999, teve suas diretrizes reformuladas em 2008 e se tornou o WCAG que conhecemos hoje.

Esse documento contém orientações muito úteis para construir um site acessível sem grandes desafios. Embora escrito em uma linguagem complexa, voltada quase exclusivamente a programadores, existem informações valiosas para designers, webdevelopers e até profissionais de marketing encarregados de fazer sites.

Qual é a função do WCAG 2.0?

A partir do foco em acessibilidade, o WCAG 2.0 procura atingir um grupo extenso de pessoas com as mais variadas demandas. Por isso, trata-se de um documento amplo e que considera um número extenso de medidas adotáveis para qualificar a acessibilidade de determinado portal.

Em um dos seus pontos, por exemplo, o registro define os recursos que devem ser aplicados na inclusão de usuários cegos na política de acessibilidade do seu website, delimitando a utilização de descrições ALT como imprescindível para o sucesso. Mas o documento também considera daltônicos, pessoas com deficiência auditiva e de fala etc.

O WCAG 2.0 ocupa posição de destaque entre os recursos mais valiosos que uma empresa pode ter em mãos durante o processo de construção de um endereço na internet. Especialmente se o objetivo principal está voltado à criação de uma página abrangendo todos os públicos com o máximo de sucesso.

O que consta no WCAG 2.0?

Sabendo o conceito e o propósito do WCAG 2.0, podemos enfim abordar as diretrizes que o documento cita.

Nos tópicos abaixo, figuram os principais pontos. Continue conosco e veja como o recurso é capaz de ajudá-lo a desenvolver sites mais acessíveis para a web. Confira!

Princípios

O WCAG é organizado de maneira didática, facilitando a compreensão. Por consistir em um documento bastante extenso, o modo de diagramação cumpre papel particularmente importante para entendê-lo.

Dividido em quatro princípios, que por sua vez possuem recomendações avaliadas por meio de critérios de sucesso e alcançadas com o uso de técnicas específicas, o registro segue essa estrutura para se referir ao que fazer e o que não fazer na busca por acessibilidade.

Entre os princípios listados, aparecem os adjetivos ”perceptível”, ”operável”, ”compreensível” e ”robusto” como palavras-chave, cada uma denotando estratégias de elaboração de páginas acessíveis para web.

Abordando design perceptível, por exemplo, em relação ao documento, queremos dizer que os conteúdos exigem apresentação em mais de uma forma — usando as descrições alternativas mencionadas no tópico anterior ou legendas em vídeos. Já o termo operável diz respeito à capacidade de um usuário realizar ações nas páginas sem enfrentar barreiras de acesso que possam prejudicá-lo.

Uma página também é considerada compreensível quando o seu conteúdo textual é absorvível por qualquer pessoa, independentemente de limitações. Isso vai desde uma boa escolha de fonte até clareza nas palavras.

Por último, o princípio da robustez afirma que um site precisa ser codificado com o máximo de alinhamento, para rodar nas mais diversas plataformas em conjunto a tecnologias assistivas — como os leitores de tela.

Recomendações e critérios

Conforme citado acima, todos os princípios do WCAG 2.0 incluem recomendações. Elas são, por sua vez, avaliadas segundo os critérios de sucesso dos quais falaremos na sequência.

As sugestões consistem em maneiras adequadas de executar a programação e o design de uma página para garantir compatibilidade com os critérios de acessibilidade definidos no documento. Já os critérios são formas de avaliar essas execuções, determinando objetivamente se cumprem o prometido.

Os critérios se separam em níveis de conformidade, que vão de A até AAA. No nível A entram os mais simples, que significam as maiores barreiras de acessibilidade, enquanto na categoria AAA encontramos os mais complexos, acrescentando um nível sofisticado de acessibilidade às páginas.

Um exemplo de recomendação e critério de avaliação no WCAG 2.0 é aquele que diz respeito ao uso de cor nas páginas da web. Esse critério nível A dá conta de que a cor não representa apenas uma maneira de passar uma informação, mas também serve para indicar como se comportar em um portal. Portanto, deve ser escolhida pensando na reação das pessoas.

Técnicas

Outra importante parte do conteúdo do WCAG 2.0 está nas técnicas. Trata-se da etapa do documento responsável por definir a maneira de realização das escolhas estéticas e de programação no website para que ele funcione bem diante de qualquer cenário e possa ser considerado, de fato, acessível.

Um exemplo de técnica, ainda no critério cor, consiste em utilizá-la junto à forma para determinar os campos obrigatórios em um formulário, por exemplo, ajudando usuários com problemas de acessibilidade. 

Como se adaptar ao WCAG 2.0?

A leitura do documento completo do WCAG (disponível em inglês no link trazido anteriormente) desempenha função fundamental para começar a se adaptar aos critérios definidos pela W3C. Mas você pode, também, contar com outros recursos disponibilizados pelo consórcio, como os avaliadores de acessibilidade.

Recebem o nome de avaliadoras de acessibilidade as pessoas que determinam se as diretrizes do WCAG 2.0 estão sendo seguidas. Recursos como o ASES Web, do Governo Federal, atuam no papel de avaliadores e auxiliam a identificar onde você ainda comete erros ligados à acessibilidade.

O WCAG 2.0 consiste em um dos documentos de maior relevância quando o assunto é desenvolvimento web. Ele deve ser leitura obrigatória para aqueles que querem tornar suas páginas mais acessíveis e, consequentemente, atingir um número superior de pessoas com elas.

Gostou de conhecer mais sobre o WCAG 2.0? Continue aumentando os seus conhecimentos e confira quais equipamentos não podem faltar para um provedor de internet!

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