ataques cibernéticos

Quais são os 9 principais tipos de ataques cibernéticos e como evitá-los?

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Os ataques cibernéticos são uma triste realidade para as organizações. Infelizmente, o Brasil é um dos lugares mais suscetíveis a esse tipo de ação — nos primeiros três meses de 2020, tivemos mais de 1,6 bilhão de ações dessa natureza.

Isso gera uma série de prejuízos — o país é o segundo no mundo em perdas financeiras por ataques de hackers, gerado por perdas de dados, fraudes, clonagens, entre outros. Além disso, os danos de imagem também podem ser graves, trazendo consequências severas e, em muitos casos, irreparáveis nesse ponto.

Por isso, é importante conhecer quais são os 9 principais tipos de ataques cibernéticos e saber como se proteger deles. Vamos mostrar esses pontos a seguir. Boa leitura.

1. Backdoor

O Backdoor atua tal como um trojan (conhecido popularmente, também, como Cavalo de Tróia). Por meio dele, o hacker consegue ter acesso e, também, controle ao sistema que está buscando infectar. Com isso, ele pode instalar e excluir softwares e documentos, enviar e-mails, acessa pastas, entre uma série de outras ações.

Isso pode ser muito útil para espionagem industrial, de forma que o criminoso poderá ter acesso aos dados desejados com maior facilidade, podendo vendê-los para seus concorrentes.

2. Phishing

É uma das formas mais tradicionais de conseguir obter os dados dos usuários, porque mexe com a ingenuidade da pessoa. Normalmente é enviado um e-mail para a pessoa, fingindo ser um serviço de confiança dela ou da empresa. Com isso, são solicitados dados importantes para a ação criminosa, como senhas de e-mails, contas de banco, entre outros.

O ataque é direcionado para o perfil daquela pessoa. Por exemplo, verifica-se de antemão qual é o banco em que ela tem conta para solicitar determinados dados. No ambiente empresarial, isso não é diferente — pede-se informações relacionadas com empresas parceiras ou, até mesmo, pode-se fingir que é um superior solicitando dados sigilosos para alguma atividade.

3. Spoofing

O Spoofing é uma fraude de endereços de IPs, DNS e e-mail. Isso permite, por exemplo, falsificar o cabeçalho de um e-mail, redirecionar para páginas falsas de outro endereço IP. Seu objetivo é, por meio do ataque, conseguir roubar a identidade do usuário, com o objetivo de obter benefícios por meio disso.

4. Manipulação de URL

O ataque por manipulação de URL, infelizmente, também é bem comum. Ele faz com que o servidor local consiga transmitir páginas as quais ele não poderia ter acesso, devido a restrições de segurança.

Com isso, ele consegue, por meio de diversas combinações diferentes, ter acesso às áreas restritas que, normalmente, contêm informações valiosas para um ciberataque (senhas, dados bancários, informações sigilosas, entre outros).

5. Ataque DMA

O ataque de Acesso Direto à Memória (Direct Memory Access) faz com que o hardware do dispositivo infectado consiga ter acesso direto à memória RAM. Com isso, não é preciso passar pelo processador para isso, maximizando a taxa de transferência e processamento da máquina.

Pode ser utilizado para permitir que alguns componentes da sua máquina ofereçam informações para cibercriminosos. Por exemplo, ao acessar conteúdos da RAM daquele dispositivo, pode encontrar chaves de encriptação do disco rígido.

6. Ataque DDoS

Um ataque relativamente simples, tanto em sua ação quanto em ser detectado, o Distributed Denial of Service (ou, em português, ataque de negação de serviço distribuída) atua visando inutilizar determinado serviço por meio da sobrecarga de acessos.

Por exemplo, diversas máquinas fantasmas passam a enviar acessos para o seu site, visando derrubá-lo e evitar que os clientes tenham acesso aos serviços. Porém, normalmente, esse não é o objetivo final — ele funciona como uma espécie de cortina de fumaça para outros tipos de ações, como os demais ataques que listaremos neste artigo.

7. Eavesdropping

Nesse tipo de ataque, o cibercriminoso usa uma série de mecanismos (e-mail, mensagens instantâneas, telefone, entre outros), com o objetivo de quebrar a privacidade da vítima e roubar as informações, de forma a utilizá-las posteriormente.

No ambiente empresarial, por exemplo, pode-se utilizar informações pessoais de gestores como chantagem para obter vantagens financeiras, por meio de extorsão. A pessoa não faz nenhum tipo de alteração nas informações presentes nos dispositivos infectados, apenas observa e espiona o que está acontecendo na máquina.

8. Decoy

O Decoy é uma espécie de “clonagem” de soluções legítimas utilizadas tanto no ambiente pessoal quanto corporativo, simulando um programa original. O objetivo é que os usuários consigam obter, assim, os dados de login e possam acessar dados e conteúdos sigilosos.

Por exemplo, é criado um aplicativo idêntico ao do banco no qual sua empresa tenha conta e o seu colaborador o utiliza, ao invés do original. Ao fornecer os dados de acesso, o cibercriminoso terá todas as informações para acessar a conta no aplicativo original com facilidade, podendo realizar ações fraudulentas

9. Ransomware

O Ransomware é um dos ataques que tem se tornado mais comuns nos últimos anos e representam um grande risco para as empresas. Além disso, tem um alto grau de letalidade para os arquivos da sua empresa, pois opera com criptografia.

Ele funciona da seguinte forma: um cibercriminoso consegue, por meio de intrusão, infectar um dispositivo de rede da empresa. A partir do acionamento, o vírus começa a criptografar as pastas existentes, até que o processo é concluído com a indisponibilidade de todos os arquivos.

A partir daí, é enviada uma mensagem comunicando que todos os arquivos foram sequestrados e que só retornarão mediante pagamento de resgate.

Esses são os 9 principais tipos de ataques cibernéticos que são realizados no momento. É fundamental que os gestores da área de tecnologia da informação fiquem atentos a essas questões, pois a segurança dos dados da organização pode estar em xeque, sem os cuidados devidos.

Algumas medidas importantes podem ser tomadas para minimizar os riscos desse tipo de problema, tais como:

  • adesão de programas de segurança da informação, implementados por profissionais especializados nessa área;
  • uso de antivírus atualizado nos dispositivos da empresa;
  • adesão de protocolos de conduta, minimizando que posturas inadequadas possam expor o seu negócio a maior risco de problemas;
  • uso de soluções e protocolos que auxiliem a potencializar a segurança da informação nas organizações.

Os ataques cibernéticos são um grave risco para as organizações, sendo uma das principais ameaças que os especialistas em TI devem ficar atentos. Por isso, é fundamental que os responsáveis pela organização conheçam os pormenores de cada um deles e saibam como tomar medidas de precaução para evitá-los, bem como garantir a proteção necessária com especialistas em segurança.

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